Para alegrar o ambiente, aqui fica esta modinha popular denominada "SENTA-TE AQUI OH....ANTÓNIO" pois, como o nosso bom povo diz, tristezas não pagam dividas
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Portugal a Troika e a austeridade…….. valeu a pena ?
Na falta de ideias que possam colocar o país
a crescer, produzindo bens e serviços que contribuam para melhorar o
nível de vida dos portugueses e criar excedentes que permitam amortizar a nossa
divida externa, os nossos governantes insistem no discurso já requentado do
“Portugal não é igual à Grécia”.
Do mesmo modo repetem até a exaustão que os sacrifícios
valeram a pena, pensando que de tão repetida uma mentira, qual truque de magia,
se transforme em verdade.
Infelizmente, por mais que repetida a mentira será sempre
mentira, pois, como muito sabiamente o poeta António Aleixo dizia:
·
Para mentira ser segura
·
e atingir profundidade,
·
deve trazer à mistura
·
qualquer coisa de verdade……
E na verdade, ao contrário do muito propalado no discurso
oficial, os sacrifícios não valeram a pena e o que sobrou foram coisas bem
desagradáveis para a maioria da população portuguesa tais como:
- Maior desigualdade social
- Maior dívida pública
- Enorme aumento de impostos
- Aumentos na água, esgotos, luz, gás
- Desemprego e trabalho precário
- Aumento da emigração jovem…e menos jovem
- Cortes em vencimentos e reformas
- Corte no investimento público e privado
- Obras ao abandono e por acabar (escolas, estradas, edifícios públicos, monumentos……..)
- Fecho de hospitais e centros de saúde, escolas, correios, tribunais
- Pagamento de portagens em auto-estradas sem alternativa……………………
Concluindo, em Portugal a austeridade funcionou, mas “não
valeu a pena tanta austeridade”
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Uso da burka ou do chador proibido no Algarve
Raul Brandão escreve a propósito
do biuco no seu livro "Os Pescadores", em 1922
"Ainda há pouco tempo todas (as mulheres de Olhão)
usavam cloques e bioco. O capote, muito amplo e atirado com elegância sobre a
cabeça, tornava-as impenetráveis.
É um trajo misterioso e atraente. Quando saem, de negro
envoltas nos biocos, parecem fantasmas. Passam, olham-nos e não as vemos. Mas o
lume do olhar, mais vivo no rebuço, tem outro realce... Desaparecem e
deixam-nos cismáticos. Ao longe, no lajedo da rua ouve-se ainda o cloque-cloque
do calçado - e já o fantasma se esvaiu, deixando-nos uma impressão de mistério
e sonho.
É uma mulher esplêndida que vai para uma aventura de amor?
De quem são aqueles olhos que ferem lume?... Fitou-nos, sumiu-se, e ainda -
perdida para sempre a figura -, ainda o som chama por nós baixinho, muito ao
longe-cloque..."
Trata-se de uma capa que cobre inteiramente quem a usava. A
cabeça era oculta pelo próprio cabeção ou por um rebuço feito por qualquer
xaile, lenço ou mantilha. As mulheres embiocadas pareciam “ursos com cabeça de
elefante”
Oficialmente a sua extinção ocorreu em 1882 e por ordem de
Júlio Lourenço Pinto, então Governador Civil do Algarve, foi proibido nas ruas
e templos, embora continuasse a ser usado em Olhão até aos anos 30 do século XX
em que foram vistos os últimos biocos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)








