sábado, 18 de dezembro de 2010

Se isto fosse um País a sério - "Vítimas do esquema de BPN indemnizadas"

"Os herdeiros de um investidor que acumulou uma fortuna graças aos investimentos fraudulentos de Bernard Madoff vão indemnizar as vítimas do esquema, no valor de 7,2 mil milhões de dólares (5,4 mil milhões de euros), foi hoje anunciado."
A propósito desta noticia publicada no Diário de Notícias recordei-me do caso do falido BPN, logo de Oliveira e Costa o "Madoff do BPN" e Dias Loureiro, o "Jeffry Picower do BPN", ao que se sabe de férias prolongadas em Cabo Verde num Resort de Luxo.
Assim, se isto fosse um País a sério, uma boa parte da solução para o esquema fraudulento do BPN estava encontrada.

Como infelizmente Portugal ainda é o que era, não é a América, o problema será mais uma vez resolvido à custa do "ZÉ", o tal que Bordalo tão bem representou.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

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Boa Viagem

O Palhaço - Artigo de Mário Crespo



O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada.

O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem. O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso.

O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto.

O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços.

O palhaço coloca notícias nos jornais.

O palhaço torna-nos descrentes.

Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si.

O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico, seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo.

Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa.

O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros, vociferando insultos.

O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas.

O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também.

O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem.

O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres.

O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada. Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.

O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar, como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria.

E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais, saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar. E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha.

O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político.

Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar.

A escolha é simples. Ou nós, ou o palhaço.

Julian Assange e Wiki leaks - Vitima ou Carrasco ?

Começo por referir que discordo do modo como a Wikileaks.org de Julian Assange divulga na NET os documentos a que teve acesso, sabe-se lá como e com que intuitos, bem como o modo como jornais que se querem sérios vão atrás caindo no mesmo erro.


Mas estranho ainda mais o facto dos Americanos, os ditos “Policias do Mundo” estarem tão vulneráveis e desprotegidos. Como é possível esta informação, que se quer secreta, estar assim disponível? Quem tem acesso ela?

Se a wikileaks.org tem acesso a estas informações, com esta facilidade, é natural que outros, ainda que não fazendo disso alarido, nomeadamente grupos terrorista, conheçam estes documentos e muito mais.

Ora se os E.U.A. se preocupam tanto com estes documentos que até ver, se analisarmos com atenção o que tem sido divulgado, não passam de “Mexericos” o que não será se os que verdadeiramente interessam vêm a lume?

Se o que Julian Assange está a fazer é ilegal, e não sei se é, deve ser julgado por essas acções.

Posto isto, discordo é do modo como acabam por lhe dar “Caça”, com acusações que de forma abusiva, ressuscitaram uma antiga queixa criminal, que inclusive foi arquivada e assim ficou por meses e sómente agora que o site ganhou evidência global, com provas, evidência documentais e tudo mais, é que realmente conseguiram usar isso contra ele. Se o que ele fez era assim tão grave, porquê só agora após estas divulgações? Quem está por detrás disto? Para quem tem dois dedos de testa é só somar 2+2.

Este caso, faz-me lembrar o despedimento do Carlos Queirós Ex. Selecionador cá do Burgo. Também não gostava do “artista” devia ter sido despedido mas não daquele modo.

Às tantas os homens da Cia & Companhia em desespero de causa contrataram acessoria à firma “Madail & Companhia”.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Carta ao Pai Natal - Quero receber já, em 2010, os meus vencimentos de 2011


Querido Pai Natal,

Com o aproximar do Natal deves estar cheio de trabalho. Assim não sei se tens prestado atenção a este país aqui nos confins da Europa.

É que nos últimos tempos os nossos governantes, não por vontade própria mas porque são pressionados pelos "Mercados" e por uma bruxa má ali do centro norte da Europa, creio que uma tal de Merkel, têm vindo a apertar o cinto á malta, dizem que é para combater o deficit, seja isso lá o eu for.

Eu até já estava conformado e disposto a alinhar. Dizem que "o que tem que ser tem muita força".

Acontece porém que a malta graúda, aquela que tem bons padrinhos, começou a meter umas cunhas, creio que a um tal de “Zé Sócrates” e este pediu ao Sr. Teixeira, que acedeu, em abrir umas excepções para a malta amiga não pagar tantos impostos. Alegam em sua defesa que não se podem mudar as regras a meio do jogo, que á compromissos assumidos, que se assim não for se vão embora e as empresas deixam de ter prejuízos, que são dos Açores e ali quem manda são eles etc. etc. etc. Enfim, dizem que se alguem tem que pagar a crise que sejam “ Os Outros”, mas não eles, pois a vida não está fácil e as benesses que costumam receber já não são o que eram.

Ora como não tenho padrinhos desses, e dado que estamos na época de Natal, lembrei-me de ti, querido Pai Natal.

Não sei se me podes ajudar, mas tanto o Sr. Sócrates como o Sr. Teixeira já foram pequeninos é natural que lhe tenhas posto algumas prendas no sapatinho e estejam em divida para contigo, talvez, quem sabe, eles tenham até alguma consideração por ti.

Se assim for, como prenda para este Natal, venho pedir-te que metas uma “cunha” a esses Senhores para ver se eles me podem pagar já, mas pode ser até ao fim do ano, o meu vencimento de 2011. Se não for muito incomodo que incluam também o subsidio de Férias e de Natal.

É só mais uma excepçãozinha que ninguém vai notar.

Eu pela minha parte prometo que vou trabalhar como até aqui e não te peço mais nada até ao Natal.

Votos de Bom Natal para ti, trabalha muito, e não deixes as nossas crianças sem prendas neste Natal.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Todos os protugueses são iguais, mas, nos Açores uns são mais iguais que outros

Carlos César, qual grande chefe dos Açores, quer que acreditemos nas suas razões para não aplicar nos no seu reino os mesmos sacrifícios que se pedem a outros portugueses em igualdade de condições. O “chico espertismo” tem destas coisas. Ao que dizem, o homem aspira a suceder a Sócrates no PS e esperto como é deve achar que este é o caminho certo para lá chegar. Acho que “acha  mal”, vai por maus caminhos e está mal aconselhado. Se não leu, aconselho-lhe a leitura de um livrinho que li na infância “O TRIUNFO DOS PORCOS” – GEORGE ORWELL  . Ai  todos os porcos são azuis , excepto uns que são mais azuis que outros.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Mundial 2018 é na Rússia

Sócrates, Zapatero e comitivas foram à Suíça prestar vassalagem aos homens do futebol. Putin e Medvedev, raposas finas, não se dignaram aparecer. Eles lá saberão porquê….

Logo confirmou-se aquilo que eu esperava – o Mundial foi direitinho para Moscovo.

Os Ingleses, interessados como nós na organização do Mundial, foram lançando suspeitas sobre a candidatura ibérica. Fizeram constar, com ou sem razão, que “nuestros hermanos” com ou sem autorização do “companheiro português” que nesta guerra pouco contava, tinham subornado ou tentado subornar alguns elementos da FIFA com poder de decisão. Sobre a Rússia nada disseram. Logo é de supor que esta não entrou em tais esquemas - se assim não fosse os homens de “sua majestade” teriam igualmente denunciado a situação. Ou não ?
A partir daqui a decisão, para Joseph Blatter, ficou facilitada e, qual Salomão, lavou as mãos entregando a organização à Rússia de Putin.

Mas ao que consta Julian Assange no "seu" Wikileaks vem agora mostrar documentos onde consta que, a Rússia se tornou praticamente um "Estado mafioso", assolado por casos de corrupção e redes de extorsão. Acusação de igual calibre lhe é atribuida por um promotor anticorrupção em Espanha que considerou, em 2008, numa reunião com analistas americanos a existência de vínculos entre o Kremlin e a máfia russa, chegando a opinar que a Russia é um "virtual Estados mafioso".
Será por isso que Gilberto Madail disse que venceu a "candidatura misteriosa" ?

O certo é que os Russos venceram e Putin, já vai a caminho de Zurique para, felicitar a Comissão Executiva da FIFA.

Enfim, como dizia Guterres é a vida, não vale a pena ter mau perder, saudemos a Rússia pela organização deste evento de que muitos gostamos. “Parabéns à Rússia”.
Depois, em tempos de crise sempre podemos dizer que o País, no estado em que está, quase na banca rota, não está para “futebois” . Podemos mesmo acrescentar: - ainda bem que não embarcamos nesta aventura que à semelhança do Europeu seria um sorvedouro de dinheiro dos nossos impostos.
E já agora, se quem assim pensa tiver razão, ainda bem que perdemos.

Em resumo, de um modo ou de outro, ganhando ou perdendo, podemos sempre dizer “Tudo está bem quando acaba bem”.