sexta-feira, 6 de julho de 2012

Aventuras do Bica Teatro em V.R.Stº António

Exmos Senhores
O Bica Teatro no dia 31/03/2011 apresentou, na Biblioteca de Vila Real de Santo António 2 espectáculos de teatro. O valor acordado foi de 1.560 € (ver requisição nº 626 de 22 -02-2011) O Bica Teatro, estrutura profissional, que vive das suas actividades culturais e formativas, só aceitou efectuar os dois espectáculos com o compromisso do posterior pagamento. Nunca nos foi solicitado que o fizéssemos de graça, pro bono para a Câmara que v/ excelências dirigem e que, acreditamos, tem responsabilidades. Acreditamos que apesar das dificuldades que todos atravessamos, é possível continuar a fazer teatro, no nosso país, se todas as partes assumirem esse compromisso de adaptação, sem se perder a individualidade criativa e a capacidade humana da troca. Foi –nos pedido um adiamento no pagamento, que nós, em prol das boas relações com a v/ câmara e apesar de não sermos obrigados a fazê-lo, anuímos. Mas passou-se mais de um ano, já enviamos cartas registadas, telefonemas, emails, etc. Se política cultural é deixar de pagar às companhias de teatro eu também poderia ser político mas seria igual a vós: incompetente! A economia existe, persiste, com base na permuta, e na confiança recíproca. No entanto, fomos informados, recentemente, que no caso desta "permuta" específica, o Bica Teatro, não iria ter o seu retorno. Após mais de 12 meses da apresentação dos espectáculos (e de sucessivos adiamentos, subterfúgios, falsas datas de pagamento), a Câmara que vossas excelências dirigem e orientam, com o voto soberano e democrático do povo que vos elegeu, continua a dever à companhia da qual eu sou director a importância de 1, 560 €. Concluímos que tal procedimento é de uma grande injustiça e penso que os Exmos. Vereadores e políticos da Câmara Municipal do Vila Real de St Antônio, os que não forem incompetentes, pensarão o mesmo. Mas não acreditamos, insistimos, que seja esta uma decisão de todos os políticos agregados à v/ câmara, achamos que esta decisão foi só dos políticos e técnicos financeiros incompetentes, porque nem sequer tem um carácter lógico e por isso escrevemos este e-mail - para alertar-vos, a vós Exmos senhores políticos competentes, à comunicação social e por conseguinte aos munícipes, para que tomem conhecimento do que os políticos (os tais incompetentes) andam a fazer!. O Bica Teatro é uma Associação Cultural sem Fins Lucrativos com dez anos de existência profissional que tem colaborado com Câmaras, Bibliotecas, Colégios mantendo sempre a fidelidade nos seus princípios de responsabilidade sociocultural, e vivemos do nosso trabalho! Apelo para que atentamente tomem em consideração este assunto, e que possam investigar/divulgar e fazer noticia, para que os munícipes de Vila Real de St António tenham conhecimento de que maneira os seus "governantes honram os seus compromissos". Agradecemos a v/ atenção e disponibilidade neste assunto. Naturalmente, queremos / e devemos( !) tornar este assunto público e agradecemos, igualmente, aos agentes culturais e comunicação social. que o façam.
Ps: Um vosso técnico financeiro, certamente já a fazer “currículo para político incompetente”, ameaçou que não “fizéssemos ondas”, pois certamente, ameaçou: - “ assim a Câmara já não voltaria a requisitar os nossos serviços”! Pois exmos senhores: não esperaríamos outra coisa de um “bando de políticos incompetentes”. Pois cá estamos: a lutar pelos nossos direitos, pelo pagamento aos nossos actores e técnicos e a esperar que no amanhã este Portugal possa ter políticos que possam primar por um verdadeiro serviço público e respeitem os seus compromissos, em prol da educação e da cultura!.
Respeitosamente (para os políticos competentes) e enojado (com os outros)
 Paulo Patraquim
Director do Bica Teatro
--
|BicaTeatro|
blogdobica.blogspot.com
|Departamento de Produção|

(Recebido por Email)

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Deputados, a "Trabalhar" no Parlamento Europeu











Estes senhores, segundo consta, ganham cerca de 12.000 € ao mês pelo seu trabalho no Parlamento Europeu, não tiveram cortes no vencimento e, não menos importante, são pagos com o nosso dinheiro.
Possivelmente, alguns, são os mesmos que acusam os povos do sul de trabalhar pouco e gastar muito.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Parabéns Pedro Proença

Pedro Proença apitou a final da liga dos campeões europeus onde fez excelente trabalho.

Agora no EURO2012 voltou a repetir as boas exibições sendo por isso nomeado para apitar a final entre a Espanha e a Itália, jogo que lhe correu de feição sendo elogiado pela generalidade dos comentadores e entendidos na matéria em apreço.
Face ao sucedido, como português, e dado que deixou um imagem muito positiva da arbitragem nacional é justo que lhe rendamos a merecida homenagem pois não são todos os dias que um português atinge o expoente máximo na sua actividade.

Posto isto, como benfiquista, e dado que este mesmo árbitro foi o que se viu no último jogo que o Benfica disputou com o F.C. do Porto, não posso deixar de notar as profundas diferenças entre a actuação de Pedro Proença dentro de Portugal e nas competições fora de portas.
Face a ao excelente trabalho, que já realçamos e elogiamos, não é pois por falta de conhecimentos que tanto ele como a maioria dos árbitros portugueses apitam mal em jogos nacionais.

Qual será então o factor que inibe os árbitros portugueses, com Pedro Proença à cabeça, de fazer trabalhos de igual gabarito em solo nacional?
Será “síndroma” Pinto da Costa? Será isso e algo mais? Será por em Portugal o apito ser “dourado”?

Não sei a resposta mas desconfio que aqui, aqui à “gato” e, como dizem “nuestros hermanos”, não acredito em bruxas mas que as há lá isso há.
Não obstante este desabafo, PARABÉNS Pedro Proença.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A Presidenta ? - Uma aula de português muito pertinente

Aqui vai uma explicação muito pertinente para uma questão actual:

A jornalista Pilar del Rio costuma explicar, com um ar de catedrática no assunto, que dantes não havia mulheres presidentes e por isso é que não existia a palavra presidenta... Daí que ela diga insistentemente que é “Presidenta” da Fundação José Saramago e se refira a Assunção Esteves como “Presidenta” da Assembleia da República.

Ainda nesta semana , escutei Helena Roseta dizer : «Presidenta!», retorquindo o comentário de um jornalista da SICNotícias, muito segura da sua afirmação...

A propósito desta questão recebi o texto que se segue e que reencaminho:

Uma belíssima aula de português foi elaborada para acabar de uma vez por todas com toda e qualquer dúvida se temos presidente ou presidenta.

A presidenta foi estudanta?
Existe a palavra: PRESIDENTA?
Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?

No português existem os particípios activos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio activo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... Qual é o particípio activo do verbo ser? O particípio activo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade..

Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.

Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".

Um bom exemplo do erro grosseiro seria:
"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".

Por favor, pelo amor à língua portuguesa, repasse essa informação...

(Recebido por E mail)

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Forrobodó na Banca e o Zé, Paga!

Os “grandes”, com letra pequena, gestores da nossa banca ganham rios de dinheiro muito embora as ações da banca nacional estejam cada vez mais desvalorizadas.

Perante isto que fazem os nossos banqueiros ?

- Procuram gastar  menos, nomeadamente cortando nas muitas benesses e chorudos vencimentos  que, sem pudor, atribuíram a si mesmo? Não!

- Procuram gerir melhor o dinheiro,  diminuindo custos e  práticas  improdutivas associadas à atividade bancária? Não!

- Abandonaram de vez as más práticas bancárias, evitando investir em atividades especulativas? Não

 - Procuram investir em atividades reprodutivas, apoiando as empresas portuguesas viáveis? Não!

Que fazem então estes senhores que sempre viram com maus olhos o intervencionismo do Estado, nomeadamente na banca?

Recorrem sem pudor ao erário publico pedindo que o estado injete na banca, sem garantias de retorno,  valores quatro ou cinco vezes superiores ao valor desses mesmos bancos em bolsa.

Ou seja, quando as coisas lhe corriam de feição atribuíram a si próprios benesses, como é exemplo o falido BCP, onde o ex. líder Jardim Gonçalves ganha quase 200.000 € por mês, jacto privado,  e muitas, muitas outras regalias, que o comum dos mortais nem se atreve a sonhar. Alegaram então, em seu proveito, que eram banca privada onde os "bons" resultados obtidos tudo justificava.

Agora, perante as dificuldades, fruto de más apostas em “negócios” ruinosos motivados por ganância e más práticas bancárias, não se demitem nem reconhecem os erros. Dizem que a culpa é da crise, não sua. Reclamam que o erário publico tem que apoiar a banca nacional, pois, de outro modo tudo seria bem pior para a economia nacional.

Em resumo os ditos senhores, não obstante a incompetência demonstrada, vão continuar, tal como antes,  a manter regalias obscenas à custa de todos nós.

Segundo pudemos apurar, em média,  só nesta “tranche”, e não acreditamos que o folhetim termine aqui , cada português irá contribuir com mais de 600 €.