quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

EDP - ELETLECIDADE DE POLTUGAL

EDP - ELETLECIDADE DE POLTUGAL

A paltil de Janeilo pala sua maiol comodidade pague as fatulas da EDP num dos muitos milhales
de postos de coblança existentes no Pais .... A LOJA DO CHINÊS MAIS PLÓXIMA !!!!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O Principe de Nicolau Maquiavel

Finalmente aconteceu, “O Príncipe” de Nicolau Maquiavel, já consta das minhas leituras.
Em época de crise nas finanças públicas, em que todos os dias somos bombardeados por notícias sobre o mau governo, o compadrio e a corrupção, decidi-me, e resolvi iniciar-me nos "ensinamentos" de Maquiavel através da leitura de “O Príncipe”, obra de que muito ouvira falar mas que, por um motivo ou por outro, ainda não tivera oportunidade de ler.

Apesar dos anos, foi escrita em 1513, constato que a obra continua “actualíssima”. Assim, para quem não leu, ou para quem já leu e esqueceu a lição, aqui fica - http://www.culturabrasil.org/zip/oprincipe.pdf
PS – acabo de ouvir que o grupo Jerónimo Martins / Pingo Doce, para pagar menos impostos, utilizando “mecanismos legais” transferiu a sede para a Holanda. 

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

USURA

»»Troika. Portugal paga 222 milhões em comissões este ano e 326 milhões em 2012 ««

Pela expressão no rosto, Gaspar o Ministro, não mago, deve pensar : - "Com comissões desta ordem, os nossos queridos amigos da rica UE em vez de  ajuda, dão-nos "USURA", usura sim,  pura dura".

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O melhor é ficar Solteiro

« «Faro, dia 24 de Dezembro, conversa de café. Dois homens, um deles casado, 2 filhas, uma vida aparentemente estável ««

É como lhe digo, o melhor mesmo é os que ficaram solteiros.

Um homem casa, começam os problemas. É a mulher que nunca está contente, preocupações e mais preocupações.

Depois vêm os filhos, vivemos a ver se estão bem, se não lhes falta nada, se não ficam doentes. Na escola mais preocupações para ver se têm boas notas e vão para o curso querem. Na universidade é um “gastadoiro” de dinheiro. Quando acabam lá ficamos todos contentes. Mas depois não arranjam emprego.

Antes é que era bom a malta com um bom curso arranjava logo emprego. Agora não, e ficam até aos trinta e mais em casa dos pais.
Depois há os namoricos, e um pai a ver se escolhem bem, se arranjam um bom amparo para uma vida melhor. Mas quando casam, na maioria dos casos, nem  dois três anos aguentam. Então lá ficam as desgraçadas com os filhos às costas e nós voltamos ao mesmo, agora com os netos  em casa.

Mas, e esta agora. Os “gajos”  a mandar emigrar a malta. Eles vão mas arranjam lá a sua vida, casam e já não voltam. Nem netos nem filhos nem nada. Nós ficamos “prá qui” esquecidos. Quando já não podemos estar em casa metem-nos num Lar e lá ficamos até morrer. Os filhos quando lhe telefonam a dizer  que morremos metem-se no avião, vêm ao enterro e dois dias depois abalam.

É a mesma coisa dos que ficaram solteiros. Mas esses, esses gozaram a vida, foram para onde quiseram, andaram com quem quiseram e não tiveram preocupações.

É o que lhe digo, tendo uns dinheirinhos, alguma coisa para a velhice, o melhor mesmo é os que não casaram, que ficaram solteiros.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

GREGOS & ALEMÃES

Ler até ao fim, esta resposta de um grego a uma carta enviada para a revista Stern escrita por um alemão que se sente ofendido com o "estilo de vida" grego.
"Há algum tempo, foi publicada , na revista, uma "carta aberta" de um cidadão alemão, Walter Wuelleenweber, dirigida a "caros gregos", com um título e sub-título:

»Depois da Alemanha ter tido de salvar os bancos, agora tem de salvar também a Grécia . «

»Os gregos, que primeiro fizeram alquimias com o euro, agora, em vez de fazerem economias, fazem greves! «


"Caros gregos,

Desde 1981 pertencemos à mesma família. Nós, os alemães, contribuímos como ninguém mais para um Fundo comum, com mais de 200 mil milhões de euros, enquanto a Grécia recebeu cerca de 100 mil milhões dessa verba, ou seja a maior parcela per capita de qualquer outro povo da U.E.
Nunca nenhum povo até agora ajudou tanto outro povo e durante tanto tempo.
Vocês são, sinceramente, os amigos mais caros que nós temos. O caso é que não só se enganam a vocês mesmos, como nos enganam a nós.

No essencial, vocês nunca mostraram ser merecedores do nosso Euro. Desde a sua incorporação como moeda da Grécia, nunca conseguiram, até agora, cumprir os critérios de estabilidade. Dentro da U.E., são o povo que mais gasta em bens de consumo.

Vocês descobriram a democracia, por isso devem saber que se governa através da vontade do povo, que é, no fundo, quem tem a responsabilidade. Não digam, por isso, que só os políticos têm a responsabilidade do desastre. Ninguém vos obrigou a durante anos fugir aos impostos, a opor-se a qualquer política coerente para reduzir os gastos públicos e ninguém vos obrigou a eleger os governantes que têm tido e têm.
Os gregos são quem nos mostrou o caminho da Democracia, da Filosofia e dos primeiros conhecimentos da Economia Nacional.
Mas, agora, mostram-nos um caminho errado. E chegaram onde chegaram, não vão mais adiante!!! "

Na semana seguinte, o Stern publicou uma carta aberta de um grego, dirigida a Wuelleenweber:

"Caro Walter,

Chamo-me Georgios Psomás. Sou funcionário público e não "empregado público" como, depreciativamente, como insulto, se referem a nós os meus compatriotas e os teus compatriotas.
O meu salário é de 1.000 euros. Por mês, hem!... não vás pensar que por dia, como te querem fazer crer no teu País. Repara que ganho um número que nem sequer é inferior em 1.000 euros ao teu, que é de vários milhares.
Desde 1981, tens razão, estamos na mesma família. Só que nós vos concedemos, em exclusividade, um montão de privilégios, como serem os principais fornecedores do povo grego de tecnologia, armas, infraestruturas (duas autoestradas e dois aeroportos internacionais), telecomunicações, produtos de consumo, automóveis, etc.. Se me esqueço de alguma coisa, desculpa. Chamo-te a atenção para o facto de sermos, dentro da U.E., os maiores importadores de produtos de consumo que são fabricados nas fábricas alemãs.
A verdade é que não responsabilizamos apenas os nossos políticos pelo desastre da Grécia. Para ele contribuíram muito algumas grandes empresas alemãs, as que pagaram enormes "comissões" aos nossos políticos para terem contratos, para nos venderem de tudo, e uns quantos submarinos fora de uso, que postos no mar, continuam tombados de costas para o ar.
Sei que ainda não dás crédito ao que te escrevo. Tem paciência, espera, lê toda a carta, e se não conseguir convencer-te, autorizo-te a que me expulses da Eurozona, esse lugar de VERDADE, de PROSPERIDADE, da JUSTIÇA e do CORRECTO.

Estimado Walter, passou mais de meio século desde que a 2ª Guerra Mundial terminou. QUER DIZER MAIS DE 50 ANOS desde a época em que a Alemanha deveria ter saldado as suas obrigações para com a Grécia.
Estas dívidas, QUE SÓ A ALEMANHA até agora resiste a saldar com a Grécia (Bulgária e Roménia cumpriram, ao pagar as indemnizações estipuladas), e que consistem em:

1. Uma dívida de 80 milhões de marcos alemães por indemnizações, que ficou por pagar da 1ª Guerra Mundial;
2. Dívidas por diferenças de clearing, no período entre-guerras, que ascendem hoje a 593.873.000 dólares EUA.
3. Os empréstimos em obrigações que contraíu o III Reich em nome da Grécia, na ocupação alemã, que ascendem a 3,5 mil milhões de dólares durante todo o período de ocupação.
4. As reparações que deve a Alemanha à Grécia, pelas confiscações, perseguições, execuções e destruições de povoados inteiros, estradas, pontes, linhas férreas, portos, produto do III Reich, e que, segundo o determinado pelos tribunais aliados, ascende a 7,1 mil milhões de dólares, dos quais a Grécia não viu sequer uma nota.
5. As imensuráveis reparações da Alemanha pela morte de 1.125.960 gregos (38,960 executados, 12 mil mortos como dano colateral, 70 mil mortos em combate, 105 mil mortos em campos de concentração na Alemanha, 600 mil mortos de fome, etc., et.).
6. A tremenda e imensurável ofensa moral provocada ao povo grego e aos ideais humanísticos da cultura grega.

Amigo Walter, sei que não te deve agradar nada o que escrevo. Lamento-o. Mas mais me magoa o que a Alemanha quer fazer comigo e com os meus compatriotas.
Amigo Walter: na Grécia laboram 130 empresas alemãs, entre as quais se incluem todos os colossos da indústria do teu País, as que têm lucros anuais de 6,5 mil milhões de euros. Muito em breve, se as coisas continuarem assim, não poderei comprar mais produtos alemães porque cada vez tenho menos dinheiro. Eu e os meus compatriotas crescemos sempre com privações, vamos aguentar, não tenhas problema. Podemos viver sem BMW, sem Mercedes, sem Opel, sem Skoda. Deixaremos de comprar produtos do Lidl, do Praktiker, da IKEA.

Mas vocês, Walter, como se vão arranjar com os desempregados que esta situação criará, que por ai os vai obrigar a baixar o seu nível de vida? Perder os seus carros de luxo, as suas férias no estrangeiro, as suas excursões sexuais à Tailândia?

Vocês (alemães, suecos, holandeses, e restantes "compatriotas" da Eurozona) pretendem que saíamos da Europa, da Eurozona e não sei mais de onde. Creio firmemente que devemos fazê-lo, para nos salvarmos de uma União que é um bando de especuladores financeiros, uma equipa em que jogamos se consumirmos os produtos que vocês oferecem: empréstimos, bens industriais, bens de consumo, obras faraónicas, etc.
E, finalmente, Walter, devemos "acertar" um outro ponto importante, já que vocês também disso são devedores da Grécia:

EXIGIMOS QUE NOS DEVOLVAM A CIVILIZAÇÃO QUE NOS ROUBARAM!!!

Queremos de volta à Grécia as imortais obras dos nossos antepassados, que estão guardadas nos museus de Berlim, de Munique, de Paris, de Roma e de Londres. E EXIJO QUE SEJA AGORA!! Já que posso morrer de fome, quero morrer ao lado das obras dos meus antepassados.

Cordialmente,

Georgios Psomás"

(Recebido por E-Mail, circula na NET)