quinta-feira, 17 de setembro de 2009

É UMA ARTISTA PORTUGUESA, "COM CERTEZA"......


Pessoalmente sou contra as ingerências nos Média, venham elas de onde vierem.
Todavia o folhetim em volta do Jornal da Sexta-feira na TVI sempre me cheirou a “esturro”. Nunca fui adepto do modo como o mesmo era conduzido pela MMG e a ideia reinante, em muita opinião pública, de que o mesmo era um meio de se conhecerem algumas verdades, por norma, não me convencia.
Uma coisa é questionar todo e qualquer assunto, coisa bem diferente é emitir opinião e querer fazer de juiz perante o entrevistado, dando como provado que as questões (acusações) colocadas são verdades e não merecem contestação.
Além da polémica com PM Sócrates, a “peixeirada” com o Bastonário Marinho Pinto, foi a gota de água para definitivamente deixar de acreditar que o mesmo tinha uma opção jornalística, não sectária, confirmando cada vez mais a minha convicção de que este jornal era apenas um meio de dizer mal, posto à disposição de MMG para destilar maledicência contra ” inimigos de estimação”.
Neste contexto achei interessante o artigo que me enviaram, atribuído a “José Niza”, e que a seguir transcrevo.



(Artigo de JOSÉ NIZA)
“”Fui director de programas da RTP e depois seu administrador. E garanto-vos que, se alguma vez algum apresentador ou jornalista desse uma entrevista a chamar-me "estúpido", a primeira coisa que aconteceria seria o cancelamento imediato do seu programa, independentemente de haver ou não eleições em curso.
Por isso me parece incompreensível que, embora rios de tinta já se tenham escrito sobre o cancelamento do jornal nacional que Manuela Moura Guedes (MMG) apresentava na TVI, todos os analistas e comentadores tenham ignorado a explosiva e provocatória entrevista que MMG deu ao Diário de Notícias dias antes de a administração da TVI lhe ter acabado com o programa.
Em meu entender essa entrevista, realizada com antecedência para ser publicada no dia do regresso de MMG com o seu jornal nacional, foi a gota de água que precipitou a decisão da TVI. É que, o seu conteúdo, de tão explosivo e provocatório que era, começou a ser divulgado dias antes. E se chegou ao meu conhecimento, mais cedo terá chegado à administração da TVI.
Nessa entrevista MMG chama "estúpidos" aos seus superiores. Aliás, as palavras "estúpidos" e "estupidez" aparecem várias vezes sempre que MMG se refere à administração.
É um documento que merece ser analisado, não somente do ângulo jornalístico, mas sobretudo do ponto de vista comportamental. É uma entrevista de uma pessoa claramente perturbada, convicta de que é a maior ("Eu sou a Manuela Moura Guedes"!) e que se sente perseguida por toda a gente. (Em psiquiatria esse tipo de fenómenos são conhecidos por "ideias delirantes", de grandeza ou de perseguição).
MMG diz-se perseguida pela administração da TVI; afirma que os accionistas da PRISA são "ignorantes"; considera-se "um alvo a abater"; acusa José Alberto de Carvalho, José Rodrigues dos Santos e Judite de Sousa de fazerem "fretes ao governo" e de serem "cobardes"; acusa o Sindicato dos Jornalistas de pessoas que "nunca fizeram a ponta de um corno na vida"; diz que o programa da RTP 2, Clube de Jornalistas, é uma "porcaria"; provoca a ERC (Entidade Reguladora da Comunicação Social); arrasa Miguel Sousa Tavares e Pacheco Pereira, etc.
E quando o entrevistador lhe pergunta se um pivô de telejornal não deve ser "imparcial", "equidistante", "ponderado", ela responde: "Então metam lá uma boneca insuflável"!
Como é que a uma pessoa que assim "pensa" e assim se comporta, pode ser dado tempo de antena em qualquer televisão minimamente responsável?
Ao contrário do que alguns pretendem fazer crer - e como sublinhou Mário Soares - esta questão não tem nada a ver com liberdade de imprensa ou com a falta dela. Trata-se, simplesmente, de um acto e de uma imperativa decisão administrativa, e de bom senso democrático.
Como é que alguém, ou algum programa, a coberto da liberdade de imprensa, pode impunemente acusar, sem provas, pessoas inocentes? É que a liberdade de imprensa não é um valor absoluto, tem os seus limites, implica também responsabilidades. E quando se pisa esse risco, está tudo caldeirado. Há, no entanto, uma coisa que falta: uma explicação totalmente clara e convincente por parte da administração da TVI, que ainda não foi dada.
Vale também a pena considerar os posicionamentos político-partidários de MMG e do seu marido.
J. E. Moniz tem, desde Mário Soares, um ódio visceral ao PS. Sei do que falo. MMG foi deputada do CDS na AR.Até aqui, nada de especialmente especial.
O que já não está bem - e é criminoso - é que ambos se sirvam de um telejornal para impunemente acusarem pessoas inocentes, sem quaisquer provas, instilando insinuações e induzindo suspeições.
Ainda mais reles é o miserável aproveitamento partidário que, a começar no PSD e em M. F. Leite, e a acabar em Louçã e no BE, está a ser feito. Estes líderes políticos, tal como Paulo Portas e Jerónimo de Sousa, sabem muito bem, que nem Sócrates nem o governo tiveram qualquer influência no caso TVI. Eles sabem isto. Mas Salazar dizia: "O que parece, é"! “
E eles aprenderam.
17/09/2009

AJGR

FARO ANTIGO

Faro é Faro, como diz José Apolinário.
Nesta altura de muita propaganda à obra feita e promessas para o futuro aproveitemos as fotografias de "Faro Antigo" para recordar como era a Cidade à alguns anos atrás e espreitar se afinal notamos, ou não, algumas diferenças no "Faro Moderno".
16/09/2009
AJGR








































































































































































sexta-feira, 11 de setembro de 2009

COISAS SIMPLES

Há coisas tão simples que só visto.
São três filmes que me enviaram sobre como fazer algumas coisas complicadas na vida sem muito trabalho e muito menos esforço.
No primeiro filme aprendemos a tirar a casca a um ovo cozido, no segundo vamos aprender a dobrar uma camiseta e no terceiro a tirar uma rolha de dentro de uma garrafa. E tudo isto em 2 (dois) tempos.
Mais rápido que o diabo esfrega um olho.
É tão simples e tão rápido que nem dá para acreditar.



11/09/09

AJGR

TESTE DE PORTUGUÊS


Recebi há dias um teste muito giro e muito útil!!!

Agora que as aulas vão começar que tal avaliar como estão os conhecimentos da rapaziada?
Experimentem....
Não, não é só para as crianças!
http://www.anossaescola.com/tarouca/recursos/Escolhamultipla2.htm
Já agora, menos de 80% é para ir para a escolinha novamente...

11/09/09

AJGR

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O Meu Dilema

Vale a pena votar nas próximas eleições?
Os políticos, todos eles, da direita à esquerda incluindo o PR dirão que sim. Todavia tardo em me convencer que assim seja.
Sou, por feitio e observação do meio em que me movimento, profundamente descrente nos políticos e no modo como exercem a sua actividade. Compreendo e até aceito que o serviço publico, especialmente no governo é difícil, as decisões não podem agradar a todos e a responsabilidade de governar tem que caber a este ou aquele partido. Mas, por mais voltas que dê continuo descrente e sem decidir se devo ou não votar em algum dos partidos existentes.
O meu dilema é o de muitos outros portugueses, não filiados em partidos, sem grandes convicções à esquerda ou à direita, que descontentes com o último governo do PSD deram o seu voto ao PS e viram depois como que este partido, sem dar atenção à pessoas, exerceu o poder no sentido do "quero posso e mando" desbaratando assim a confiança que nele depositamos.
Havia medidas que tinham de ser tomadas, aceito que sim, mas não deste modo, arrogante e autoritário.

No caso presente, sendo funcionário publico, assisti ao longo dos dois primeiros anos a uma campanha vergonhosa, por parte de muitos governantes, metendo no mesmo saco quem trabalha e quem nada faz, no sentido de perante uma opinião publica nem sempre bem informada, com pessoas ganhando pouco ou sem emprego, dar a entender que era tudo uma "cambada de malandros" que, ao contrário dos trabalhadores das empresas privadas, ganhavam bem mas não queriam trabalhar, que o governo tinha que pôr na linha.

No meu Ministério, o da Agricultura, a campanha foi ao ponto de afirmar coisas com esta, onde se dava com certo que havia "quatro agricultores para um técnico", denegrindo assim a imagem de quem exercia com convicção e brio a sua função, sem que alguém com responsabilidade viesse desmentir ou clarificar a situação, antes criando as condições para que 30 % dos funcionário tenham sido mandados para casa sem que dai se tenham verificado melhorias para os agricultores nem menores despesas para o serviço.

Para agravar a situação a certa altura muitos, nomeadamente alguns jornalistas e comentadores bem pagos sem nada de positivo fazerem, aplaudiram e dando a entender que esta era uma boa medida.

Assim sendo por uma questão de coerência não posso voltar a votar PS.

O PSD, nomeadamente a sua "Líder??" não me entusiasma. Pelo contrário penso que pode ser uma pessoa perigosa e que uma vez no governo vai ser ainda pior que o PM actual, supendendo quem sabe, com já afirmou, a democracia por tempo indetermindo.

BE e PC são, na minha maneira de ver, partidos de protesto cujas ideias não podem ser postas em pratica, mais não seja porque o pais é pobre, produzimos pouco, exportamos menos e compramos demais ao exterior.

O PP e o seu líder ainda me convencem menos, pois já vimos como actuaram quando acederam aos corredores do poder.

E, posto isto, lá volto à vaca fria, ou seja:

- devo votar?
- valerá a pena?
- quem devo escolher?
- escolher o mal menor?
- e que será o mal menor?
Está difícil a decisão, não estou convencido! Será que sou demasiado exigente? Talvez ! Mas não é isso que todos devemos ser?
Por último e ao contrário do que muita gente diz, nomeadamente amigos meus, acredito que a abstenção também é um modo de mostrar a nossa discordancia e profunda desilusão em relação à situação politica em que nos encontramos e onde os exemplos de compadrio e desonestidade se sobrepõem ao conceito de serviço publico tão apregoado pelos nossos governantes quando exercem o poder.
Por hoje basta, já desabafei um pouco o que me vai na alma .

10/09/2009





AJGR